PEQUENA CONVERSA COM DEUS



Aoacordar, abri os olhos e sorri. Olhei para o lado e sorri.

Hoje eu dispenso pedidos, reclamações e questionamentos. Hoje eu venho a ti livre de pesos e medos. Hoje meu cobertor é feito de paz, de felicidade e de amor. Tenho como única intenção agradecer por cada dia nublado, cada muro derrubado, cada degrau subido e pela força que nunca me abandonou, mesmo que às vezes ela se disfarce de ousadia. Hoje venho para agradecer por nossas vontades terem coincidido, pelas flores que encontrei pelo caminho e pela fé restaurada. Hoje, agradeço por cada lágrima chorada, cada noite mal-dormida, cada tombo e pontapé que levei. Foram minhas melhores lições. Hoje, já não sei mais o que é solidão e a única palavra que conseguiria dizer pra definir o que sinto é gratidão. Obrigada por me ensinar mais do que pensei ser capaz de aprender.

Ao olhar para o céu eu, mais uma vez, sorri.

T.P.M.



Ela já tinha se esquecido por qual motivo brigávamos tão facilmente. Em compensação, eu me lembrava muito bem. Aquela bendito período do mês que a deixava fora de si. Sim, meus caros, falo da tão temida T.P.M.

Hormônios. Simples hormônios. Peraí, eu realmente disse simples? Então me corrijo, malditos e complicadíssimos hormônios que, em segundos, a transformam. Do meu pedaço de céu à minha prévia do inferno. E eu até queria estar falando do inferno poético, me referindo ao calor e ao fogo incessante que ela possui, mas não. Falo daquele inferno clichê, sobre o qual os mais velhos e os religiosos falavam quando éramos crianças (ainda falam, eu sei). Não o destino tropical com mulheres nuas, bebida, jogos e outras cositas mas que a maior parte da galera usa pra fazer piada hoje em dia. Falo do ruim, do feio, do que dá medo, do que assusta. Falo do que faz com você pense duas vezes antes de fazer uma burrada.

Pronto! Achei a explicação perfeita para o que acontece com vocês, mulheres. TPM coisa nenhuma, o nome disso é INFERNO. Porque é exatamente assim.



Que me desculpem os adeptos do eu-amo-eu-suporto, mas tenho medo dela sim e saber que qualquer passo errado pode levar ao abismo me assusta. Muito. Pra caralho.

Se olhar torto, vem um "O que é que foi?". Se não olhar, "Tá me evitando?". Se não der bom dia, boa tarde e boa noite, se prepare. "Você não me dá atenção". Se der bom dia, boa tarde e boa noite está sendo educado demais e isso a tira do sério e ela te manda pro inferno.  Se contar o que aconteceu no seu dia está sendo egoísta, não se preocupa com tudo que ela está passando e se uma vírgula estiver fora do lugar, você se ferra (de novo). Se não contar, está escondendo algo.  Não comprou chocolate? a)Nem tente contato; b)Volte 20 casas e recomece o jogo, você ainda não está pronto. Comprou chocolate? Comprou um que ela não queria, mesmo que seja o predileto dela e adivinha? Você se ferra. Não se preocupe, nesses dias os gostos tendem a mudar radicalmente. Agora, falando muito sério, queria entender o que acontece entre mulheres na TPM e chocolate. Juro.









Qualquer que seja o caminho, meu caro, você vai acabar no tão mencionado lugar, totalmente distante daquelas nuvens nas quais ela te faz caminhar em todos os outros dias, quando os digníssimos hormônios não estão (tão) a flor da pele.

Depois de alguns tapas na cara, vários palavrões, brigas desnecessárias e farpas trocadas, aí vai um conselho que, confesso, nem sempre (quase nunca) consigo seguir: SILÊNCIO. Sério mesmo, cale a boca. Costure se for preciso. E se falar for fundamental, escolha as palavras como se estivesse escolhendo a corda da sua forca. Parece simples né? Tenta escalar o monte Everest e fazer silêncio ao lado de uma mulher com TPM. Montanhismo também nunca foi meu forte, mas de alguma forma parece muito mais fácil.

O problema é que fácil não tem graça, não é? Eu sei. Deixa eu te contar um segredo, sou do time eu-amo-eu-suporto. Mesmo que seja difícil, que alguns itens voem pela casa de vez em quando e eu tenha que criar um cartão fidelidade da chocolaterie da esquina. Mesmo que eu seque inúmeras lágrimas e deteste assistir aqueles filmes água-com-açucar. Mesmo que ela me mande pra longe, no mínimo, umas cinco vezes por mês. É tudo questão de tempo, meu caro. Você verá e então irá entender quando digo que vale a pena.

(...)

— Como você me aguenta?

 Pelos dias de paraíso, eu aprendo a viver no teu inferno.


QUINTA MUSICAL #4 - Marcella Fogaça


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Em primeiro lugar, quero agradecer a linda Ela Manô, que depois de me ler aqui veio agradecer da forma mais bela que já vi e, confesso, me arrancou lágrimas tímidas em meio a sorrisos escancarados. Que ela continue brilhando e nos (en)cantando sempre. Isso dito, vamos falar da voz que entrou e ficou na minha cabeça essa semana.

A mineira que resolveu divar no Rio de Janeiro e hoje caiu aqui é a gata Marcella Fogaça. 



Foto: Arquivo da Fanpage

Talvez você já conheça esse nome, esses cabelos ou essa voz de algum comercial ou de uma entrevista no Programa do Jô. Particularmente, amei essa entrevista e ri absurdos com o humor (nada) sutil dela. "Ô trem bão". Conheci muita gente bacana desde que me atrevi a falar de música, mas não teve jeito, no último instante essa moça cumpriu a promessa que faz logo na capa de seu primeiro EP. Me virou do avesso com as palavras da música que já chamo de favorita. Dá uma espiada na letra:

"E se tudo que sobe um dia cai, 
E o que começa um dia acaba. 
Será que é melhor não começar mais nada 
E ficar com os pés no chão ? 
E se no alto desta escada 
Eu me deparar com a contra- mão? 
É melhor não tentar voar 
Se eu tenho as asas de um pavão" 
 Pés No Chão - Marcella 

Foto: Capa do álbum "Te Virar Do Avesso", retirada da página oficial da cantora. 

Como diz Mafê Probst, responsável pela minha paixão por Marcella, "Ela acalma meu coração assustado". No começo eu não entendi muito bem, mas depois de ouvir Carona Com o Tempo  meu coração ficou pequenininho — miúdo e depois voltou ao seu tamanho natural. Aquietou. A voz suave me faz viajar e tranquilizou certos pensamentos bagunçados que guarda-roupas de adolescente.

Recentemente lançou seu novo single, a música "Me Deixar", que você pode baixar gra-tui-ta-men-te aqui. Não é por nada, mas até agora não achei nada que ela faça e não seja uma delícia pra ouvir a qualquer momento. Marcella tem esse jeito de mulher-poderosa-moça-doce, mas parece guardar uma eterna menina sapeca, que se solta depois dos 5 minutos de papo. Acredite, esse espírito livre e leve é visível e nítido em seus snaps lindos (snapchat: marcellafogaca) e em suas músicas. Quer conferir? Então aproveita pra conhecer mais: 

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SILÊNCIO TAMBÉM É REMÉDIO



— Quer conversar?

— Preciso, mas não sei se consigo.

— Então dá uma pausa. Se dá um tempo. Faz meditação.

— Sério?

— Sério. E se concentra em ti, na tua respiração. Tenta deixar a mente vazia.

— A última coisa que ela está agora é vazia. Sabe disso, não é?

— Sei, mas faz o que tô falando. Funciona.

— Vou tentar. Mais tarde, tá?

— Tá. Promete?

— Prometo.


 Li há pouco um texto, num blog que adoro, e me pergunto por que foi que não interrompi a leitura logo no título. "A perigosa gravidade de um relacionamento sem pequenas gentilezas". A cada linha uma pontada. Lágrimas se formam, mas insisto em contê-las. Não posso. Não devo. Não quero chorar. Não hoje. Não agora. Não assim.

Galvão Bueno me salva — nunca pensei que diria isso — narrando, irritantemente, mais uma partida de futebol na TV. Ouvi dizer que é um jogo importante e deduzo, pelos socos que vem da outra ponta do sofá, que não vai muito bem. Já mencionei o quanto detesto a voz desse cara? Talvez eu já esteja naquele período do mês que tudo irrita, mas não consigo mais aturar nem uma sílaba do que diz. Apelo para os fones de ouvido e abro o Media Player. Qual era mesmo o CD que eu estava ouvindo da última vez? A voz é logo reconhecida, tanto quanto o aperto no peito.


 "Um grande amor nascenas coisas pequenas,
Num detalhe, num pequeno poema
Numa carona de guarda-chuvas
Na sexta-feira, depois das dez."


Como algum tipo de conspiração, o CD começa a rodar e desconfio que Ela Manô e Ricardo Coiro estão em conluio pra acabar comigo. A noite não fácil, produção. Por falar em noite, o clima parece tão... Sei lá. Sei que venta lá fora, pelo balanço da cortina, mas em mim, tudo está tão... Ameno. Nada de ventos fortes, trovões ou raios sendo disparados peito afora. Nada de olhares estrelados também. Calei-me dias atrás e no meio do meu silêncio constato: nunca gritei tão alto. Sempre tive um medo absurdo de tanto-faz-como-tanto-fez, mas essa noite eu sou a própria indiferença. 

Lembrei que mais cedo estava lendo meu atual livro predileto. Neste capítulo a personagem falava da morte constantemente lhe rondando e de seu dom para tirar a vida de tudo que a cercava. Exagero, claro. Mas entendi perfeitamente e — ouso — até me identifiquei. Sempre que se aproximava de alguém sentia que aquela pessoa partia aos poucos até que, por fim, fosse embora pra valer. Parte dela morreu naquelas linhas. Parte de mim morreu nessa noite. Ainda não sei, com precisão, o quê ou como. Mas não sou mais a mesma. 

Paro o CD, desligo o computador, levanto e vou até a cozinha. Sirvo um copo com água, o maior que tenho, e acabo com metade dele em segundos. A outra metade eu deixo, tomo um gole bem servido e não engulo. Lembro de uma cena do filme "Nosso Lar", em que um rapaz precisa ficar o máximo de tempo que puder com a água na boca e então encontrará a cura. Aprendi com Chico Xavier que silêncio também é remédio. Engulo. Repenso todas as palavras que fervilham e querem sair, mas continuo calada e sigo a rotina impecavelmente.

Tomo um banho quente, quase fervendo, e faço do banheiro a minha sauna, como se pudesse respirar tranquilidade e me acalmar de dentro pra fora. Massageio meus ombros da forma que consigo, tentando deixar a água levar a tensão que tem me consumidos nos últimos dias. Termino o banho, vou para o quarto e fecho a porta que, infelizmente, não é tão grossa pra abafar o berros que Galvão ainda solta lá na sala. Escolho uma camisola confortável, pego o celular, busco uma música tranquila e descubro que preciso atualizar minha biblioteca. Nada ali serve para o meu propósito. Apelo para o Youtube e busco alguma playlist da Enya.

A voz dela me acalma. Coloco meus fones, aumento o volume e mergulho em doçura, afinação e silêncio. Fecho os olhos lentamente enquanto me ajeito na cama. Sento, cruzo as pernas, repouso minhas mãos nos joelhos e respiro fundo algumas vezes. Uma, duas, tr... Sinto meus pêlos arrepiando, sinto algo quente escorrendo pelo meu rosto e o gosto de sal que é familiar. Nada de soluço. Aquele foi um choro silencioso, mas seria impossível dizer que não foi doloroso.

Não me recordo de nada que tenha passado pela minha mente naquele momento, nem sei quanto tempo fiquei ali. Concluo que, talvez, tenha aprendido a esvaziar a mente naquela noite e sorrio agradecendo, mentalmente, a recomendação da amiga insistente. Lembro que acordei com energias, esperança e força renovadas.

Algo em mim nasceu naquela noite. Ainda não sei, com precisão, o quê ou como. Mas não sou mais a mesma. 

QUINTA MUSICAL #3 - Ela Manô


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Desde que o projeto começou eu venho recebendo indicações, links e vídeos deliciosos de ouvir. Portanto, em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer pela ajuda, pelo carinho e pelo retorno mega positivo que tenho recebido desde que comecei a compartilhar minhas paixões musicais. Antes que me perguntem por qual motivo só publiquei links do Girafa Session, já vou esclarecer que não estou ganhando pra isso nem existe acordo que me cobre o pronunciamento. O que acontece é que o canal foi minha maior descoberta e a cada dia eu esbarro em mais um talento, mais uma voz que me prende, que me fazer transbordar (muitas vezes em lágrimas) e eu me sinto obrigada a compartilhar.

E foi exatamente isso que aconteceu com a Ela Manô.



 Gaúcha de Porto Alegre/RS, morando em Balneário Camboriú/SC há 11 anos, a mulher com jeitinho de menina conquista todos com sua voz delicada, suave e ao mesmo tempo, potente. Adivinha só, me ganhou de primeira.

Recentemente lançou seu primeiro álbum, “Metades”, em 6 de setembro de 2015.  Nele você encontra músicas como "Aconteceu Você", grande sucesso da cantora. Além dessa, no mesmo álbum está "Amor e Fim", que faço questão de compartilhar ali embaixo, música que rendeu o prêmio de melhor composição no 10° Festival Cultural de Talentos da Univali.

Particularmente, quando se trata dessa música, acho que bati o recorde de vizualizações do mesmo vídeo. Ouvi, repetidamente, por mais de um dia, e não me canso. Não enjôo. Não consigo parar. Ela canta com tanto gosto, com tanto excesso de sentimento, que já me arrancou inúmeras lágrimas e muitos textos. Sem dúvida alguma, é a minha favorita. Acompanhe um trechinho:


"Se eu estou você não vai
Se eu vou você já sai
Então eu viro a página
E isso então me dói"
Amor e Fim - Ela Manô




Foto: Capa do álbum "Metades", retirada do site oficial da cantora. 


Atenção! Não se deixe enganar pelo tamanho ou rostinho de moça. Além de compositora, cantora e instrumentista ela ainda é mamãe da pequena Alice (já sou fã dela também), fonte de inspiração para a canção "Nome do Amor", com direito a participação i-m-p-e-r-d-í-v-e-l da própria Alice. Tente não sorrir. Ah, tá pensando que Alice fica em casa enquanto a mamãe tá arrasando nos palcos? Errou! Ela não só vai acompanhar como também faz suas entradas triunfais e briga pelo microfone. É, mamãe Manô, acho que a musicalidade corre pelo sangue.






Foto: Arquivo da Fanpage

Após a primeira publicação dessa edição eu procurei Manô para parabenizá-la e falar o quanto me emociono a cada vez que escuto sua voz. Choradeira na certa. Acontece que além de cantar divinamente, ela transpira amor e simpatia. Hoje, Manô é muito mais do que uma cantora que conheci na internet. Ela é parte dos meus textos, é inspiração pra vida e todo o meu carinho será eternizado em breve, num enorme abraço que darei durante a gravação de seu primeiro DVD.

O evento acontecerá no Teatro Municipal Bruno Nitz, em balneário Camboriú. A data é 15 de abril  e o horário ainda não foi divulgado. Quer ficar por dentro de todas as novidades e músicas da cantora? Acompanhe:



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MOÇO DOS OLHOS D'ÁGUA

Saí mais cedo do trabalho naquele dia, sabendo que chegaria a tempo do trem das 21h15. Passos rápidos, quase corri. O motivo? Não faço a menor ideia.

Ao chegar na estação subi a rampa, passei na catraca e parei no começo da escada.  Droga, tô apertada, preciso ir ao toalete.  Dei meia volta e lá estava eu, já lavando as mãos. Pronto.  Esqueci a bolsa lá dentro, saco. — voltei. O blá blá blá comum dos banheiros femininos foi interrompido pelo barulho que vinha dos trilhos  Droga, droga, droga. Perdi o trem.  Passos lentos me levaram até a escada e, enquanto subia degrau por degrau — desviando dos mal-educados, pensando nas caixas pra abrir, nos móveis empoeirados e na pia cheia de louça pra lavar me esperando em casa  olhei pra cima. O motivo? Também não me pergunte, mas olhei. Foi quando o vi pela primeira vez. 

Alto, pele clara, cabelos negros, lisos e bagunçados. Mas foram os olhos, ou melhor, foi o olhar que me prendeu. Aquele mar azul decorado por longos cílios negros me congelou. Os passos que eram lentos agora quase me arrastavam escada acima. Desviei  Não precisa encarar, né. Se toca , mas num movimento espontâneo e incontrolável, olhei pra baixo e lá estava ele, parado no pé da escada a me observar. Foram segundos, talvez apenas alguns milésimos deles. Do tempo não me pergunte, perdi a noção. Mas por algum motivo que ainda não descobri, ficamos ali, parados, congelados numa infinita troca de olhares. Ele, azul-piscina. Eu, ébano. Um encontro azul-marinho. Nenhuma palavra dita, apenas um sorriso tímido surgiu em seu rosto e eu, também sem graça, retribuí.

Alguém esbarrou em mim.

Voltei à realidade, virei o rosto e continuei meu caminho, desejando voltar e dizer algo. Mas o que diria? Não queria ser a louca que persegue olhares e pessoas em estações de trem. Não disse nada e segui. Só depois, já em casa, pensei no chefe que me liberou mais cedo, nos passos rápidos sem motivo aparente, na ida incomum ao toalete da estação e da bolsa esquecida no balcão.

Se não fosse por isso, talvez nunca tivéssemos nos encontrado  Por que não falei nada? Por que ele também não falou? Um nome, pelo menos, alguma coisa.  O motivo do encontro eu também não sei e é pouco provável que um dia eu descubra. Não procuro, não corro nem espero, mas todos os dias, no mesmo local, secreta e esperançosamente desejo encontrar, mais uma vez, aquele olhar me fitando do pé da escada. Mais uma vez, o sorriso tímido. Mais uma vez, ele.

O moço dos olhos d'água, ainda sem nome.

QUINTAMUSICAL #2 - Vitor Kley



Segunda semana e uma lista enorme de vozes deliciosas pra compartilhar. Se não sabe o que é a #QuintaMusical, clique aqui pra ficar por dentro.


Antes de fazer minha indicação da semana, preciso agradecer à lindíssima  Camilla Leonel (eu estava certa, ela é uma fofa), nossa indicação da semana passada. Depois de se ver aqui, entrou em contato e agradeu demais. Quem agradece sou eu, a ela e ao Marlon Heimann, produtor musical lá da Produtora Girafa, dona do canal onde descobri a Camilla. Ambos foram de uma simpatia enorme com minhas palavras e isso, esse feedback, pra quem começa um projeto do nada, é ouro. Meu muito obrigada, mais uma vez. 

Isso dito, vamos falar do indicado dessa semana que, inclusive, foi citado na semana anterior. Papo vai, papo vem com a (lá vou eu de novo rasgar seda) maravilhosa Fernanda Probst e ela me manda um link de um rapaz cantando "Story of My Life", outra música que eu adoro (eu avisei que tinha um gosto eclético e amava mil músicas diferentes). Esse rapaz era Vitor Kley. 


Com seu jeito de menino levado, sua voz meio-doce-meio-rasgada me chamou a atenção, então tive que compartilhar. Por falta de tempo, deixei pra procurar outros vídeos depois. Já adianto que me arrependi pela demora. Pouco mais de uma semana se passou e eu ainda não consegui ouvir todas as músicas. Não é pra menos.


Com apenas 21 anos (sim, ele é um baby, mas só na vida. Na música ele já é bem grandinho) esse moço já lançou dois CDs, “Eclipse Solar”, em 2009, com a produção de Déio Tambasco, e “Luz a Brilhar”, de 2013, produzido por Armandinho. Não, você não leu errado. Alem de padrinho musical, é parceiro de composições do moço e, claro, amigo desse baby que, como eu já disse, só é novinho na vida, na música ele já faz um baita sucesso. Como li no seu site, "mesmo jovem, deixa de ser uma promessa para despontar já como um dos grandes artistas de sua geração".





Quanto mais eu lia a seu respeito, mais me perguntava "Como eu fiquei tanto tempo sem conhecer essa voz, essas músicas?", sem resposta alguma. Tudo isso graças à Fê, fã declarada do baby, dessas de ir em show (ela já foi em dois e disse que gamou, curtiu e viciou mesmo) e tudo mais.

E nem só de covers vive um cantor, portanto, me deliciei em suas composições, sendo "Opostos" a minha predileta (por enquanto).  É do tipo de música pra repetir inúmeras vezes, pra aprender a cantar em segundos e nunca mais esquecer. É do tipo que a gente coloca pra tocar numa tarde qualquer enquanto arruma a casa, cozinha o jantar ou no caminho pro trabalho. E antes que se perguntem, sim, eu fiz isso praticamente todos os dias. Pra facilitar, tem vídeo dele lá no Girafa Session, cantando versões acústicas D E L I C I O S A S do seu último CD. 

Então, aqui está a minha indicação da semana, do mês, da vida inteira. Espero que gostem. Quer saber mais, ouvir mais, conhecer mais?

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ERA PRA SER SÓ MAIS UMA.




Você não é a primeira. Outras pessoas já passaram por aqui. 


Algumas deixaram flores, outras deixaram dores, umas iluminaram meu caminho, outras o destruíram completamente. Algumas pessoas já deitaram no mesmo peito que te acolhe, quando você precisa de um descanso da correria que te consome lá fora. Outras admiraram o mesmo sorriso que te conquistou e desejaram os olhos pelos quais você se derrete.

Reclamar dos meus defeitos? Ah, dessas eu faço coleção. Acredite, você não foi a primeira pessoa que brigou por eu ter dormido mais do que deveria, por ter esquecido a cama desarrumada, por ter deixado tudo pro último minuto e acabar perdendo a hora, o dia de trabalho ou a noção de prioridade. Já ouvi muitas coisas ruins por causa do meu "mal amor" matinal e da minha grosseria gratuita. Perdi as contas de quantas pessoas me xingaram pela minha falta de concentração e pelo meu esquecimento constante.

Muitas pessoas já me fizeram sorrir e gargalhar até a barriga doer, da mesma forma que me fizeram chorar até adormecer. Me encantar e ir embora, qualquer um pode, ou melhor, podia. Hoje, só você. Reclamar, a grande maioria das pessoas faz isso muito bem. Mas você... Você ficou pra ver o resultado. 

Ficou pra me devolver o brilho no olhar quando, por algum motivo bobo, chove nos meus olhos. Ficou pra plantar sorrisos quando penso que eles estão em falta. Ficou pra me acordar quando o sono e a preguiça me consomem. Ficou pra me dar bronca, não pelo prazer de brigar, mas por acreditar que sempre posso ser melhor do que imagino. É, foi isso. Você acreditou. Em mim, em nós e em tudo que somos capazes de construir, com mãos, pés, corpos e almas dadas. É por isso e mais um pouco que eu repito e complemento:


Você não é a primeira pessoa que aparece por aqui, mas se os planos da vida coincidirem com os meus, você será a última.





EM TI FLORESCI


                    

Você deu sentido a tudo, moço. Sabe, até você chegar por aqui, eu só ouvia falar dessa tal reciprocidade (acho que é assim que a chamam). Só sei que agora ela se tornou companheira constante, desde o teu desejo de um bom dia, até o "Boa noite. Dorme bem, moça"

Meus textos, antes, tinham um quê de ausência, de uma dor miúda que, de tão minha, tão costumeira, já nem me incomodava mais. Agora não, moço. Minhas palavras transpiram esperança, meus versos falam de alegria e até meus pontos finais estão cheios de paixão. No dicionário do meu sentir, toda definição carrega o teu nome.


Sabe moço, todos os outros me fizeram flor. Cheia de espinhos. Só depois de você eu descobri. Sou flor sim e meus espinhos machucam os desavisados, afastam os medrosos, mas você não. Sou (tua) flor, moço. E fico coberta de borboletas quando você se aproxima. Só o estômago é pouco. 



Eu não sei o que você tem, o que você faz ou como consegue. Só sei que desde que você apareceu eu não sou mais sozinha. Estou em par. Estou em paz. Você deu sentido a tudo, moço. 




Foto: The Lane

QUINTAMUSICAL #1 - Camilla Leonel



Quinta-feira chegou com cheiro de novidade por aqui. A partir de hoje, quinzenalmente, sempre na quinta-feira, teremos a #QuintaMusical. O que é isso? Simples! Vou compartilhar com vocês um(a) cantor(a) ou banda que alguém tenha me indicado ou que eu simplesmente já seja fã. 

Nota: Não tenho nenhum estudo relacionado a música, portanto, será minha humilde e leiga opinião de ouvinte. Vamos começar?

Estava eu explorando terras desconhecidas no youtube, fuçando vídeos do  VITOR KLEY   (descobri o moço, por indicação dazamigas há menos de 24 horas e já fui baixar as música porque sim), quando me vi entre os inúmeros talentos do canal  GIRAFA SESSION . Já amei, então deixei rolando uma playlist aleatória até que, uma voz me fez parar tudo que eu estava fazendo, só pra conhecer o rosto de quem cantava "Zombie" (Cranberries), umas das minhas músicas prediletas, de forma tão D E L I C I O S A. Foi aí que descobri a  CAMILLA LEONEL .

Gente, não manjo quase nada de técnicas, mas se for pra confiar no meu ouvido ela tem uma voz afinadíssima, além de ser super simpática com os fãs que comentam na página e me parece ser assim na vida também. Uma graça. Além disso, ela tem uma versatilidade musical que me deixou mais encantada ainda.

Ela consegue ir de Cranberries a Britney Spears com a mesma doçura que canta CaetanoAmy Winehouse e Roberta Sá. Além desses, BeyonceCássia EllerColdplayCriolo e Beatles (sim, eu disse B E A T L E S ♥) estão no repertório da mineira. Tem como não amar? Não, né? Eu sei, também não consegui! Não faz nem duas horas que a "conheci", mas já tive overdose de tanto assistir seus vídeos.

Portanto, ela é a indicação da primeira semana. Quer conhecer mais do trabalho dela? Comece ouvindo uma composição - a minha predileta - da própria Camilla, enquanto dá uma olhadinha nos links abaixo:


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 IMPORTANTE:
A Quinta Musical, originalmente, foi criada em 03/09/2015 e logo após a publicação da primeira edição, fui surpreendida com o agradecimento lindo que a Camilla mandou por inbox, provando que eu acertei quando disse que ela era uma simpatia. Agora imaginem meu espanto quando, de repente, vejo essa lindeza na tela da minha televisão, se apresentando no The Voice Brasil. Foi orgulho na certa. Ainda que não tenha continuado no programa, continua na minha cabeça e na minha lista de favoritos. Uma das minhas vozes favoritas do Brasil inteiro (e não é nenhum exagero).



A CULPA É TODA SUA


— Por que eu?
— Porque você olhou para os meus olhos enquanto a maioria se distraía com meu sorriso.
—Tá falando daquela foto, né?
— É.
— O seu sorriso estava mesmo lindo.
— E aquele foi um dos dias mais tristes da minha vida.
— Mas você estava linda.
— Você tem um quê de sadismo né? Acabei de dizer que foi um dos piores dias da minha vida e você me diz que eu estava linda? Que tipo de loucura habita em você?
— E daí? Estava mesmo. Ainda está. Só tem um detalhe.
— Qual?
— Hoje o sorriso combina com teu olhar.
— E a culpa, dessa vez, é toda sua.


Foto: Maud Challard

[Meme] Complete as frases



Originalmente, fiquei sabendo dessa tag através da maravilhosa, diva, linda (ok, vou parar com a rasgação de seda, prometo) FERNANDA PROBST. Foi assim que conheci o #BEDA (Blog Every Day August), que coloriu meu agosto de 2015 enquanto eu passeava pelos blogs por aí. Mas, temos um pequeno problema... Não é agosto! E daí? Vai ter lista sim, vai ter gif, vai ter muita risada também.

Uma das ideias (fantásticas) desse projeto foi a de completar as frases abaixo, pra vocês conhecerem um pouco mais sobre os autores que acompanham e é mais uma forma de arrancar sorrisos dos queridos leitores. Gostei tanto que decidi - de intrometida mesmo - responder também. A Fê aprovou, agora espero que vocês gostem.

As regras são claras: Completar todas as frases | Repassar para 10 blogs e avisá-los | Marcar na postagem quem te marcou | Comentar com o link de suas respostas.

 SOU MUITO
 curiosa, indecisa e alta. Não dá pra me definir sem citar alguma dessas palavras. Cansei de ouvir “Nossa, você deveria jogar basquete”, “Não sabe esperar? Eu disse que mais tarde a gente conversa” e “Dá pra você decidir logo?”. Gente, eu não tenho culpa se mamãe me deu fermento, se vocês me falam as coisas pela metade e não querem que eu entre em parafusos imaginando mil possibilidades e, principalmente, se não entendem que decidir não está na lista das coisas que faço com rapidez. Sempre vou achar que a opção que eu não escolhi teria sido melhor. Lidem com isso. (rs)






 NÃO SUPORTO  preconceito e injustiça. Abro a boca sim, todas as vezes que  presencio algum ato desse tipo. Simplesmente não sei ficar calada diante de um energúmeno que ofende gratuitamente. Reclamo, denuncio, tomo as dores dos ofendidos e injustiçados desde que me entendo por gente. Isso me rendeu um quê de veneno que dá uma apimentada no que escrevo.





 SE PUDESSE VOLTAR NO TEMPO  eu voltaria ao dia em que caminhei pela areia da praia uma manhã inteira, de mãos dadas com meu bisavô e aprendi mais sobre a vida nesse dia do que em muitos anos que vivi. Enquanto eu chutava a areia, irritada, brava e chorando por ter que ser arrastada (esse drama infantil nunca saiu de mim) para São Paulo, ele me explicava o quanto isso iria mudar minha vida, meu modo de ver as coisas, pessoas e meu crescimento profissional, anos antes de eu saber o que era isso. E eu só tinha 10 anos. Foi a última vez que o vi caminhar.






 NESSE EXATO MOMENTO  eu estou com sono. Não é aquele soninho pós-almoço não. É sono mesmo. E, claro, rezando pro tempo voar. Depois de um final de semana agitado, nada como rezar pra segunda feira acabar. Mais clichê que isso é impossível.






 ADORO  aprender a fazer coisas. Comida, escultura, pintura, mexer em sistema... Qualquer coisa, tenha ela a ver com arte ou não. Por falar nisso, será que fazer bolo seguindo receita é arte? Pra quem só sabia fazer arroz, miojo e lanche antes de dividir a casa e a vida com outro alguém, descobri que é sim. Tô arrasando no arroz, feijão e nuggets! kkkkk (Quem come diz que gosta, tô confiando nisso). 





 NÃO GOSTO  de gente que pensa que sabe tudo, que já conhece tudo. “Ah, eu já sabia”, “Ah, chegou pra mim muito antes, você nunca tinha visto?”. Cara, sabe de tudo? Se fecha numa bolha aí e não enche meu saco, que eu ainda tenho muito pra aprender, obrigada. Não, paciência não está na minha lista de virtudes.



 QUERO MUITO VIAJAR PRA  algum lugar. Lembra da indecisão? Pois é. Como vou escolher um lugar só? França, Grécia, Itália (comida e sorvete), Croácia, Holanda, Argentina… São tantos destinos desejados. Salvador, Amazonas (quero repetir a dose, conto em outro post), Rio Grande do Norte... Desisto! Quero viajar para onde meu dinheiro puder pagar. Vou ali no bairro ao lado e já volto, galera!




 EU PRECISO  de dinheiro (quem não precisa?) e de tempo. Tem como? Não? Ok, eu supero. Mas bem que o dia podia ter 50 horas e que eu continuasse com a mesma carga horária no trabalho, né? Assim teria tempo suficiente pra cumprir as mil tarefas diárias e ainda brincar de despejar meus rabiscos no papel, sem precisas correr pra terminar por que o feijão no fogo (mais uma coisa que só aprendi quando juntei as escovas).




 EU NUNCA  fiz uma tatuagem. Sério, gente. Infelizmente isso ainda não aconteceu e eu fico enrolando e mudando o prazo pra “mês que vem”, “Ah, ano que vem eu faço”, mas esse dia nunca chega e eu fico sonhando com todos os desenhos que já escolhi, todos espalhados pelo meu corpo. Coragem (dinheiro) que é bom, nada. Um dia... Talvez ano que vem! (rs) 




 EU MORRO DE MEDO  de um zilhão de coisas. Palhaços, tubarões e cobras estão no topo da lista. De resto, é bem difícil algo me causar medo. Aprendi que o que tem que acontecer, vai acontecer. Não preciso facilitar, mas não posso evitar tudo. Se eu tiver que ir numa festa e dar de cara com um palhaço eu vou saber me conter, prometo. Já matei algumas cobras (privilégio de quem viveu perto do mato na infância) e nunca chego perto de tubarões (nem por dinheiro, meu bem). Então, acho que eu sobrevivo.




 EU JÁ BRIGUEI  com um cachorro por não sair debaixo da minha cama quando eu estava na TPM Kkkkk. Me desculpem, mas foi a primeira coisa que me veio na cabeça ao ler a frase. Briguei mesmo, xinguei, bati o pé pro cachorro da vizinha que invadiu minha casa aproveitando minha entrada, depois de um dia exaustivo de trabalho e eu me vi sentada no chão, chorando e falando “Por que raios você não me obedece?” até que ele, ao me ver chorando, se arrastou, deitou a cabeça nas minhas pernas e fez carinho em mim com uma das patas. Resumindo, descobri nesse dia que cachorros entendem TPM melhor que os homens.




 QUANDO CRIANÇA  eu… Tá, eu jurei que não iria sair contando essa história por aí pra não julgarem meus pais, sem muita informação, mas eu abro o jogo. Quando criança, fui deixada em casa sozinha por poucas horas. Isso era bem comum alguns anos atrás e eu morava num bairro tranquilo (foco, Giselle)… Enfim. Eis que eu vi uma garrafa, onde li “Menta” e pensei “Ah, deve ser suco, vou experimentar”. Meia garrafa depois, eu descobri que o “suco” era mais gostoso do que parecia. Foi assim que, aos 8 anos, tomei meu primeiro porre de licor de menta. NADA paga assistir meu pai sentado no chão chorando de rir e minha mãe se segurando pra não gargalhar ao me ver largada no sofá dizendo “Tem mais?”, depois que ela constatou que eu, apesar de bêbada, não apresentava nenhum problema de saúde (e desde então eu não sei o que é beber pouco). :)




 EU SEMPRE GOSTEI  de música. De todos os tipos, estilos, épocas. Não importa onde, com quem, fazendo o quê. Se respiro, tô pensando em alguma música, acredite. Tô cozinhando? Tem que ter música. Tô escrevendo? tem que ter música. Tô caminhando? tem que ter música. Tô escrevendo esse post? Tá rolando música (The Cover Mates - Suíte 14). Acabou a bateria do telefone? Não tem como colocar pra tocar? Eu canto. O que importa é que cada milésimo de segundo da minha vida é embalado por uma playlist diferente. Entendem o grau de confusão quando me perguntam qual a minha música ou artista predileto? I-m-p-o-s-s-í-v-e-l escolher um(a).




 SE EU PUDESSE  eu faria mil coisas. Quem disse que preciso decidir uma só? Eu faria aulas de todos os instrumentos que eu gosto, eu conheceria todos os escritores e compositor que eu admiro, eu viajaria o mundo inteiro, eu faria umas mil tatuagens (sim, eu queria ser um gibi), eu escreveria um texto por hora, um livro por dia. Eu fotografaria todas as crianças do mundo fazendo criancices fofas. Se eu pudesse, eu seria eternamente jovem pra poder fazer tudo isso sem medo do relógio que corre contra mim.




 FICO FELIZ QUANDO  ganho / compro chocolates. Como não amar receber essa criação dos deuses como presente? Como não enfartar ao passar pelo corredor de chocolates no supermecado? (deveriam mudar o nome da placa de identificação para "Paraíso") Sem contar aquele momento d-i-v-i-n-o, aquele instante em que a gente abre a embalagem da barra novinha e sobe aquele cheiro m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o e dá vontade de devorar tudo de uma vez. Se for chocolate com avelã então, eu morro, bato as botas, passo dessa pra melhor. É. Chocolate é sinônimo de felicidade, portanto, aceito entregas de infinitas barras na minha humilde residência, grata!




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